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Outubro - Novembro - Dezembro - 2014
Ano XVI - nº 62

Julho - Agosto - Setembro - 2013 - nº 57

Editorial


Conduta Médica nas Bases de Dados



V
ez por outra recebemos consultas de leitores com relação à indexação de nossa revista Conduta® Médica.


Antes de entrarmos na questão, seria interessante comentar sobre o significado do termo “indexação”, ignorado por muitos e incompreendido por uma outra vasta parcela. Uma revista é indexada quando se liga a alguma “base de dados”. Antes que isso aconteça, contudo, é preciso que ela tenha um número de identificação que, no caso dos periódicos, é o ISSN, que significa International Standard Serial Number.


O ISSN para usar uma analogia bem direta seria uma espécie de “CPF” das revistas. Para livros, o “CPF” é o ISBN (ou International Standard Book Number). O número do ISSN é conferido, em nosso país, pelo Ibict, o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, enquanto que o  ISBN é dado pela Fundação Biblioteca Nacional. Dessa forma, o periódico, já tendo o número de ISSN (que é único para ele, mundialmente), poderá ser “indexado” a uma base de dados.


O processo de indexação varia de uma base de dados para outra, cada uma delas utilizando critérios particulares para indexar as revistas. Se consultarmos diferentes bases de dados, vamos verificar que os critérios por elas adotados variam enormemente. E há um grande número de bases de dados, que se organizam em torno de objetivos diversos. Há bases de dados da área médica, da área biomédica, da área psicológica, da área social, da área tecnológica e ainda há algumas que congregam diversas áreas afins e nem tão afins.


Quando se trata de bases de dados que se direcionam mais para o lado da produção científica de cunho original, envolvendo primordialmente pesquisa científica sofisticada, costuma haver uma seleção de revistas muito específica, no sentido de privilegiar periódicos que publicam artigos com pesquisas bastante sofisticadas.


Tais artigos não possuem conteúdo, em geral, muito acessível ao profissional que atua mais no terreno prático. Habitualmente só são integralmente compreendidos por aqueles que também militam na pesquisa de ponta, estando envolvidos permanentemente em atividade de investigação, informados e atualizados sobre os métodos mais sofisticados para uso de quem vivencia investigação científica ultraespecializada. Tais bases de dados são muito direcionadas, nesse aspecto, e costumam congregar revistas direcionadas principalmente para pesquisadores de certa área. Essas revistas podem até publicar material mais geral na especialidade, mas a maior parte do seu conteúdo dirige-se ao superespecialista, que atua como pesquisador da área.


A base de dados mais exigente, nesse aspecto, é o ISI, o Institute for Scientific Information, que congrega periódicos selecionados por possuírem o chamado “fator de impacto”, um índice matemático utilizado em pesquisa científica que sugere o impacto que os artigos publicados em determinada revista têm sobre os pesquisadores que os leem. Esse “fator de impacto” é tanto maior quanto mais os artigos publicados numa determinada revista são lidos e citados por outros pesquisadores em outras revistas. Essa explicação que estamos dando é aproximada, para efeito de melhor compreensão.


Conduta® Médica, desde o seu nascimento, não teve e nem tem por objetivo tornar-se uma revista que ambicione adquirir alto fator de impacto, uma vez que o material que nela publicamos visa muito mais educação médica continuada, com assuntos voltados para o médico prático e não para o cientista, o pesquisador embora vez por outra tratemos de pesquisa científica e a revista sempre publique informações de grande interesse científico, muitas delas originais.


Nesse aspecto, o da indexação, achamos por bem informar aos nossos leitores que, embora nunca tenhamos nos lançado em busca de conquistar lugar em bases de dados mais específicas, do ponto de vista da pesquisa, Conduta® Médica já consta de bases de dados interessantes.


Uma delas é o sistema Qualis da Capes, órgão do MEC responsável pela avaliação da pós-graduação stricto sensu no Brasil. No dizer da própria Capes, o Qualis é o conjunto de procedimentos utilizados pelo órgão para estratificação da qualidade da produção intelectual dos programas de pós-graduação. Ainda segundo a Capes, o Qualis “disponibiliza uma lista com a classificação dos veículos (periódicos) utilizados pelos programas de pós-graduação para a divulgação da sua produção”.


Desse modo, quem se prontificar a entrar na página da Capes e acessar o endereço http://qualis.capes.gov.br, depois clicando em “WebQualis”, chegará ao quadro onde se acha o espaço “consultar” e, clicando nesse, verá abrir-se a possibilidade de consultar o periódico pelo título (nome) ou pelo ISSN. Pondo-se o nome “Conduta Médica” no local solicitado, lembrando-se de preservar no termo o acento agudo ou, alternativamente, o número do ISSN (1519-2938), obterá a atual classificação da revista: periódico B5 na Medicina I e também B5 na Medicina II.


Mas a última novidade vem do exterior. Conduta® Médica foi surpreendida por um convite a participar de uma base de dados formada recentemente pela Universidade de Lisboa, em Portugal, passando a constar do “Catálogo de Revistas Biomédicas dos Países de Língua Portuguesa”, como parte do projeto “v+biomed”, da Universidade de Lisboa, que visa aumentar a visibilidade da literatura biomédica de língua portuguesa. Basta acessar o endereço http://www.vmaisbiomed.org/


São notícias interessantes que ainda mais nos motivam em relação ao sucesso da revista e que dividimos com nossos amigos leitores.


PROF. DR. GILBERTO PEREZ CARDOSO
Professor Titular do Departamento de Clínica Médica da UFF (Niterói-RJ)
Doutor em Endocrinologia pela UFRJ
Editor da revista Conduta® Médica


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