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Outubro - Novembro - Dezembro - 2014
Ano XVI - nº 62

Edição nº27 » CLIQUE AQUI PARA LER OS RESUMOS DOS ARTIGOS PUBLICADOS NA EDIÇÃO 27


SESSÃO CLÍNICA
Síncope em Atleta de Futsal

A síncope é um distúrbio comum, com incidência anual entre 1,3 e 2,7 episódios por 1000 pessoas por ano. Estudos retrospectivos sugerem que até 40% da população geral experimentaram um episódio de síncope ao longo da vida. A síncope é a causa de 6% de todas as admissões médicas e de 3% de acidentes e atendimento em serviços de emergência. Pessoas com síncope cardíaca têm um risco maior de morte por qualquer causa e eventos cardiovasculares, e aquelas com síncope de causa desconhecida têm maior risco de morte por qualquer causa. A síncope vasovagal parece ter prognóstico benigno. Em atletas, devemos utilizar um protocolo para o diagnóstico de síncope para excluir causas de morte súbita relacionada com o exercício vigoroso. Na presente sessão clínica, os autores discutem um caso de síncope em atleta masculino de 20 anos.

RELATO DE CASO
Dor Torácica e Síncope em Mulher Grávida

Os autores relatam um raro caso em grávida em que o sintoma dor torácica, de localização precordial, teve origem em massa tumoral mediastinal, devida a linfoma não-Hodgkin do fenótipo B.

RELATO DE CASO
Tratamento de Estesioneuroblastoma

Os autores relatam um caso de neuroblastoma olfatório da cavidade nasal superior, que se iniciou com queixas de cefaléia frontal e proptose. Acrescentam ao relato de caso revisão bibliográfica sobre o assunto.

O DESAFIO DA IMAGEM
Tosse Seca, Febre e Dispnéia

Os autores apresentam uma imagem em tomografia computadorizada de alta resolução do tórax mostrando massas bilaterais, heterogêneas, com calcificações puntiformes, localizadas nos lobos superiores de ambos os pulmões, situadas posteriormente. Há ainda calcificações em linfonodos mediastinais. O paciente apresentava clínica de tosse seca, febre e dispnéia. O caso é relatado como um desafio diagnóstico.

SESSÃO CLÍNICA
Fraqueza Muscular e Disfagia

Trata-se de uma sessão clínica de relato de caso realizada no Serviço de Clínica Médica da 34ª Enfermaria da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, versando sobre o caso de uma paciente com fraqueza muscular progressiva, disfagia e lesão heliotrópica, com diagnóstico de dermatopolimiosite. Os relatores discutem o diagnóstico, visando sobretudo os aspectos clínicos e a conduta adotada no caso.

RELATO DE CASO
Tumor de Frantz

Os autores relatam um caso de tumor de Frantz, neoplasia papilar e cística do pâncreas, numa jovem paciente do sexo feminino, e discutem seu diagnóstico, aspectos clínicos e possibilidades de tratamento, após terem feito revisão bibliográfica sobre o assunto.

RELATO DE CASO
Intoxicação por Domissanitário

Os autores relatam caso de criança pré-escolar, de cinco anos de idade, que fez ingestão acidental de ácido clorídrico. O produto estava em garrafa plástica de refrigerante, que foi levada até a residência do paciente pelo pai, com o objetivo de usar o produto como desentupidor químico. Após a ingestão de aproximadamente 20ml do líquido, o paciente apresentou queimação em cavidade oral e retroesternal, hematêmese, tosse e perda da consciência. Foi levado ao hospital, onde recebeu o primeiro atendimento e orientação do Centro de Controle de Intoxicações (CCIn - Hospital Universitário Antônio Pedro - Universidade Federal Fluminense). A conduta foi orientada para o tratamento imediato da criança, internação e classificação do caso em intoxicação moderada, de ocorrência aguda/única. Mais adiante foi realizada endoscopia digestiva alta (EDA), que revelou pequenas lesões enantematosas em esôfago, pangastrite com lesões planas severas associadas a lesão abrasiva extensa em mucosa jugal e hipofaringe, além de laringe hiperemiada sem comprometimento da região glótica. A radiografia simples do tórax evidenciou imagem compatível com pneumonite, sugestiva de broncoaspiração. O paciente foi tratado com corticosteróides e antibióticos. Após várias intercorrências, obteve alta hospitalar com traqueostomia e gastrostomia, sendo então encaminhado para acompanhamento ambulatorial em serviço especializado a fim de realizar tratamento cirúrgico dentro de dois anos. Os autores apresentam ainda uma revisão sobre o tema intoxicações por domissanitários, ressaltando sua importância clínica e destacando medidas preventivas e terapêuticas que devem ser do conhecimento de todos os médicos.


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